O sedentarismo causa até 5 milhões de mortes por ano
O Dia Mundial da Atividade Física, celebrado em 6 de abril, conscientiza a importância do movimento para a saúde e o bem-estar em todas as idades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem praticar entre 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos de alta intensidade por semana para garantir qualidade de vida e prevenção de doenças. Segundo um levantamento da OMS, a inatividade física é responsável por até 5 milhões de mortes anuais no mundo e está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas.
Praticar exercícios físicos regulares podem reduzir significativamente o risco de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de melhorar a saúde cardiovascular e fortalecer músculos e ossos, prevenindo condições como a osteoporose.Com isso, a atividade física contribui para a manutenção da mobilidade e independência funcional dos idosos.
O ortopedista e especialista em medicina do esporte Pedro Ribeiro destaca que o impacto positivo da prática de exercícios é notável especialmente entre os idosos. “A atividade física é essencial para evitar a perda de massa óssea e muscular, prevenindo condições como a osteoporose e a sarcopenia. Além disso, contribui para a mobilidade, independência e bem-estar emocional nessa fase da vida”, afirma o especialista.
Entre as melhores opções para um envelhecimento saudável, estão os exercícios aeróbicos, como caminhadas e hidroginástica, que auxiliam na capacidade cardiorrespiratória. Já a musculação e o pilates são indicados para fortalecimento muscular e prevenção de lesões. “O ideal é combinar diferentes tipos de atividade para manter um corpo mais equilibrado e funcional. E é fundamental que o idoso busque orientação profissional para praticar exercícios com segurança”, reforça Ribeiro.
Além dos benefícios físicos, a prática regular de exercícios também está associada à redução do risco de doenças cardiovasculares e ao estímulo das funções cognitivas, reduzindo o risco de demência. “Manter-se ativo é uma das melhores estratégias para envelhecer com qualidade. Pequenas mudanças na rotina, como optar por escadas em vez do elevador ou fazer pequenas caminhadas diárias, já fazem grande diferença”, finaliza o ortopedista.